Após Trump recuar de ataque ao Irã, mercado reage com otimismo

Published On: 23/03/2026 22:28

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O mercado financeiro global registrou um forte alívio nesta segunda-feira (23), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de uma possível ofensiva militar contra infraestruturas energéticas do Irã. A decisão de postergar a ação por cinco dias e o indicativo de que a Casa Branca está disposta a negociar reverteram o clima de tensão que predominava até a última semana. No Brasil, o Ibovespa acompanhou o maior apetite por risco internacional e avançava 3,09% por volta das 14h08, atingindo os 181.677 pontos.

A perspectiva de uma solução via canais diplomáticos provocou uma deflação abrupta nos preços do petróleo. A commodity, que vinha sendo pressionada pelo risco de desabastecimento e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, chegou a desvalorizar mais de 13%, sendo negociada a US$ 91,89. Esse movimento foi fundamental para reduzir as projeções inflacionárias em escala global, servindo de combustível para a valorização de índices acionários nos Estados Unidos, que apresentavam ganhos de até 1,48%.

O cenário atual contrasta drasticamente com o fechamento da última sexta-feira (20). Naquela ocasião, a escalada do conflito no Oriente Médio fez investidores buscarem refúgio em ativos seguros, elevando o dólar em 1,81%, para R$ 5,311, e derrubando a bolsa em 2,24%. Nesta segunda, a tendência se inverteu: às 14h08, a moeda americana registrava queda de 1,41%, cotada a R$ 5,236, tendo atingido a mínima diária de R$ 5,224 (recuo de 1,67%).

Internamente, a autoridade monetária brasileira também contribuiu para a liquidez do mercado cambial. O Banco Central promoveu um leilão de linha de US$ 2 bilhões, do qual US$ 1,8 bilhão foi efetivamente vendido para fins de rolagem. A operação aumentou a oferta da divisa, auxiliando na contenção dos preços. Paralelamente, os contratos de juros futuros também apresentaram trajetória de queda: a taxa para janeiro de 2028 recuou para 13,90%, enquanto o vencimento para 2035 caiu para 13,85%.



Fonte: Diário do Poder

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