Vorcaro esteve com Galípolo após obter processo sigiloso contra ex-presidente do BRB
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Cruzamento de datas revelam que Daniel Vorcaro esteve com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, dias após receber cópia do processo sigiloso que investigava suposto pagamento de propina do banqueiro a Paulo Henrique Costa (ex-BRB). A decisão do Supremo Tribunal Federal que mandou prender Costa indica que Vorcaro recebeu o processo em 24/06/2025. Uma semana depois, em 02/07, às 08h46, o dono do Master entrou no BC, e ficou até 10h09, recebido por Galípolo.
O procedimento foi autuado pelo MPF em 30/04/2025, mês em que Vorcaro esteve por duas vezes na sede do Bacen, em Brasília.
Em 10/05/2025 Vorcaro mandou Daniel Monteiro, operador do dono do Master, travar os pagamentos, que totalizariam R$146,5 milhões.
Dois dias antes da suspensão do esquema, Vorcaro esteve novamente no BC. Entrou às 17h47, passou mais de uma hora, e saiu às 19h06.
No encontro de 08 de maio, Vorcaro esteve novamente em reunião com Galípolo. A coluna cruzou as datas com registros da portaria do BC.
Palácio da Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. Foto: Wikimedia
RJ: eleição direta custaria mais de R$100 milhões
Ao votar contra a eleição direta – com votos da população – para o mandato tampão de governador do Rio de Janeiro, que vai apenas até dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux revelou que os custos seriam de R$100 milhões. Mas o valor deve ser ainda maior. Em 2022, pagadores de impostos bancaram R$1,33 bilhão para votar em presidente, governador, senador e deputados, sem considerar o custo de novas urnas. Eleitores fluminenses respondem por 8,1% desse total.
Procurado, o Tribunal Superior Eleitoral diz não ter estimativa de custos: “É necessário aguardar o resultado do julgamento do caso pelo STF”.
Além do julgamento no STF, o TSE diz que para saber custos é preciso resolução do TRE do Rio que vai regulamentar a eventual eleição direta.
Mantido o custo por eleitor de 2022, que deve crescer, só o aumento do eleitorado representaria R$1,5 milhão a mais em despesas este ano.
Poder sem Pudor
Gazeteiros históricos
Não é de hoje a falta de disposição dos deputados para o trabalho. Campos Salles, que presidiu o Brasil entre 1898 e 1902, enviou uma carta ao então presidente da Câmara, deputado Xavier da Silveira, em que solicita sua “intervenção” para “obter o comparecimento dos deputados na sessão da Câmara”. Campos Salles se queixa em sua carta de 8 de abril de 1901 que “até hoje não temos um Orçamento sequer votado pela Câmara”. E adverte: “Nada pode ser mais grave do que isto”. Vai mais além: “É preciso não só que (os deputados) compareçam, mas que permaneçam durante a sessão, pois a praga é: entrar por uma porta e sair pela outra”.
No dia após o inquérito no STF contra Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia contra Lula (PT), o petista voltou a liderar chances de vencer em 2026; 40% a 39% na plataforma de previsões e apostas Polymarket.
“Expõe a deterioração alarmante dos padrões de decoro e responsabilidade”, é assim que a Transparência Internacional classificou o “discurso de ódio” de Gilmar Mendes (STF) contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), por voto na CPI do Crime Organizado.
“Onde está a imunidade parlamentar? Onde está a liberdade de expressão?”, questionou Flávio Bolsonaro (PL), no plenário do Senado, após virar alvo de inquérito no STF por suposta calúnia contra Lula.
Pré-candidato a presidente, Romeu Zema (Novo) disse que, se eleito, a primeira medida será um novo STF, com idade mínima de 60 anos e mandatos de 15 anos para ministros, “será a coroação da carreira”, diz.
Frase do dia
“O Senado tem que tomar vergonha na cara”
Cleitinho (Rep-MG) ao cobrar Davi Alcolumbre por impeachment após ameaças do STF
Eventos do PL Mulher do RJ, previstos para hoje (17) e amanhã foram cancelados. A ex-primeira-dama Michelle vai priorizar a saúde do marido Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, em Brasília.
Coronel Crisóstomo (PL-RO) não deixou passar o mico da PF, que dizia que a prisão de Alexandre Ramagem foi “cooperação policial” dos dois países, pura lorota. “Lula mentiu mais uma vez”, concluiu o deputado.
Teve pré-estreia do filme “A Colisão dos Destinos”, em Brasília. A película vai falar sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O documentário será lançado nos cinemas brasileiros em 14 de maio.
Sem citar o inquérito no STF contra Flávio Bolsonaro por “calúnia” contra Lula, o ex-deputado Roberto Freire defendeu manter conflitos de honra na esfera privada: “essencial para impedir que Estado ultrapasse limites e se transforme em instrumento contra a própria democracia”, disse.
…a “cooperação internacional” não cooperou.
Fonte: Diário do Poder

