Zema diz que pedido de investigação feito por Gilmar é ‘antidemocrático’
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O ex-governador de Minas Gerais e atual pré-candidato a Presidência, Romeu Zema (Novo), respondeu nesta segunda-feira (20) a iniciativa do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de solicitar sua investigação no âmbito do inquérito das Fake News.
Durante participação no programa Bastidores CNN, o representante do Partido Novo argumentou que a medida do decano da Corte só aumenta sua percepção de que o tribunal busca calar os críticos.
Para o político mineiro, a ação do Judiciário revela um esforço para “calar qualquer um que discorde” da instituição. Zema justificou o conteúdo que gerou a solicitação, explicando que utilizou recursos simbólicos para denunciar o que considera ser uma gestão obscura de escândalos públicos.
“O que eu fiz foi usar uma alegoria, fantoche, caricatura, para mostrar tudo de podre que está acontecendo lá, que eles estão mantendo todo esforço para manter sob sigilo. Se eles estão fazendo isso comigo, acho que vão precisar fazer isso com milhões de brasileiros que estão tendo o mesmo gesto em relação a essa farra dos intocáveis”, pontuou o ex-governador.
Zema ainda rotulou a conduta de Gilmar Mendes como contrária aos princípios democráticos, traçando um contraste entre a elite política e a realidade nacional.
“Isso é antidemocrático. O brasileiro todo dia que levanta está levando um soco na cara dessa podridão que está acontecendo lá em Brasília, que vive no luxo, enquanto o brasileiro está vivendo no lixo”, criticou.
Conforme reportado pelo Diário do Poder nesta segunda, o requerimento de Gilmar Mendes para que Zema seja investigado corre sob segredo de justiça. O pedido foi encaminhado a Alexandre de Moraes, relator da matéria, que no momento espera o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O motivo foi a divulgação de um material audiovisual pelo ex-governador, no qual bonecos simulavam uma conversa entre Gilmar e o ministro Dias Toffoli a respeito das polêmicas envolvendo o Banco Master.
Fonte: Diário do Poder

