Vorcaro passa mal na prisão, relata sangue na urina e caso chega ao STF
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O empresário Daniel Vorcaro, preso desde março na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, apresentou um novo problema de saúde nos últimos dias ao relatar presença de sangue na urina.
O episódio ocorreu no fim de semana e levou a uma avaliação médica ainda dentro da unidade prisional.
De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (22), o ex-controlador do Banco Master passou mal na segunda-feira (20) e recebeu atendimento inicial na própria sede da Polícia Federal.
A defesa prepara um pedido para que ele seja submetido a exames mais detalhados em ambiente hospitalar, diante da necessidade de investigar a causa do sangramento.
A eventual transferência depende de autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo caso.
Caberá ao magistrado decidir se o atendimento realizado dentro da prisão é suficiente ou se há necessidade de encaminhamento para uma unidade de saúde com estrutura mais completa.
Enquanto aguarda a decisão, Vorcaro permanece sob custódia e com estado de saúde considerado estável, apesar do episódio.
Avaliações preliminares foram realizadas por equipe médica que se deslocou até a cela, e novos exames devem embasar os próximos passos do processo.
O caso ocorre em meio às investigações que envolvem o Banco Master, alvo de apurações sobre um esquema financeiro bilionário.
Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de gestão fraudulenta e outras irregularidades no sistema financeiro.
Nos últimos dias, o empresário também enfrentou restrições de contato com advogados devido a uma dedetização nas dependências da Polícia Federal, o que suspendeu temporariamente as visitas.
O acesso à defesa foi retomado nesta quarta-feira, quando as reuniões presenciais voltaram a ocorrer normalmente.
A decisão sobre a realização de exames fora da unidade prisional deve ser tomada após manifestação da defesa e análise das autoridades competentes, incluindo eventual parecer do Ministério Público.
Até lá, o caso segue sob acompanhamento médico e judicial.
Fonte: Diário do Poder

