Emmanuel Macron anuncia saída da política e agita sucessão

Published On: 24/04/2026 16:27

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O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que pretende encerrar sua carreira política ao término de seu atual mandato, em 2027. 

A afirmação foi feita durante um encontro com estudantes em Chipre, onde o chefe de Estado indicou que não planeja permanecer na vida pública após deixar o cargo. 

A legislação francesa impede que um presidente exerça três mandatos consecutivos, o que já inviabiliza uma nova candidatura imediata. 

Eleito pela primeira vez em 2017 e reeleito em 2022, Macron deverá concluir seu segundo mandato em maio de 2027, quando se encerra oficialmente seu período à frente do Executivo. 

Durante a declaração, o presidente destacou sua trajetória fora da política tradicional antes de assumir funções públicas. 

Ex-banqueiro, ele ingressou no governo como ministro da Economia no mandato de François Hollande, antes de lançar sua candidatura presidencial. 

Apesar da afirmação de que deixará a política, o cenário interno na França já começa a se movimentar para a sucessão. 

Nomes ligados ao atual governo, como Édouard Philippe e Gabriel Attal, são apontados como possíveis protagonistas na disputa que definirá o próximo presidente. 

O anúncio ocorre em meio a um contexto de desgaste político enfrentado pelo governo francês nos últimos anos. 

O país registrou episódios de forte contestação popular, como os protestos dos “coletes amarelos” em 2018 e manifestações contra reformas estruturais, incluindo mudanças na previdência. 

Além disso, decisões recentes contribuíram para um ambiente de instabilidade institucional, como a convocação de eleições legislativas antecipadas em 2024, que resultaram em um parlamento fragmentado e dificultaram a governabilidade. 

Mesmo com a sinalização de saída definitiva, aliados não descartam um eventual retorno de Macron no futuro. 

Pela legislação, ele poderá voltar a disputar a Presidência em 2032, quando já não estará mais sujeito à restrição de mandatos consecutivos.



Fonte: Diário do Poder

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