Justiça confirma confisco e agrava cerco contra Cristina Kirchner
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A Justiça da Argentina decidiu manter o confisco de bens da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, em mais um desdobramento de processos ligados à condenação por corrupção envolvendo contratos de obras públicas durante seus governos.
A decisão foi tomada por um tribunal de apelação, que rejeitou pedidos da defesa para suspender a medida.
O confisco está relacionado à sentença que responsabilizou a ex-mandatária por administração fraudulenta na concessão de contratos rodoviários na região da Patagônia.
A condenação, confirmada em instâncias superiores, estabeleceu pena de seis anos de prisão e a inelegibilidade para cargos públicos, além da obrigação de ressarcimento aos cofres públicos.
Segundo a decisão judicial, os bens apreendidos fazem parte do cumprimento da pena econômica imposta no processo.
O valor total a ser recuperado pelas autoridades gira em torno de centenas de milhões de dólares, conforme estimativas do próprio caso.
A defesa da ex-presidente havia solicitado a anulação da medida, argumentando irregularidades, mas o tribunal manteve o entendimento de que o confisco é consequência direta da condenação já confirmada.
A medida também alcança outros envolvidos no processo, considerados responsáveis solidários pelos prejuízos causados ao Estado argentino.
Investigações apontaram que contratos públicos teriam sido direcionados a empresários próximos ao governo à época, com indícios de sobrepreço e favorecimento.
O caso se tornou um dos mais emblemáticos envolvendo corrupção na política argentina recente e teve impacto direto no cenário político do país.
Mesmo cumprindo pena em regime domiciliar, a ex-presidente segue atuando politicamente e liderando seu grupo dentro do peronismo.
Paralelamente, outros processos judiciais continuam em andamento, ampliando o cerco jurídico sobre a ex-chefe de Estado.
Fonte: Diário do Poder

