Senado pressiona Galípolo por falhas no caso Banco Master
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deve comparecer novamente ao Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre a atuação da instituição no escândalo envolvendo o Banco Master.
A audiência está marcada para o dia 5 de maio, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e foi confirmada pelo presidente do colegiado, Renan Calheiros.
O foco central será o papel do Banco Central diante das irregularidades identificadas na instituição financeira, cuja crise ganhou proporção nacional após investigações sobre fraudes e a posterior liquidação do banco em 2025.
De acordo com integrantes da comissão, há questionamentos sobre a atuação do BC ao longo dos anos que antecederam a quebra da instituição.
O colegiado aponta que o órgão regulador teria emitido ao menos 23 alertas de irregularidades ao Banco Master, sem que medidas mais duras fossem adotadas até a intervenção definitiva.
Além disso, senadores cobram esclarecimentos sobre a demora no envio de documentos relacionados ao caso.
A CAE instaurou, ainda em fevereiro, um grupo de trabalho para investigar as fraudes bilionárias associadas ao banco, ampliando a pressão política sobre o comando da autoridade monetária.
O escândalo do Banco Master é considerado um dos maiores já registrados no sistema financeiro nacional.
As investigações apontam para a emissão de títulos sem lastro, manipulação de dados financeiros e estruturas que funcionariam de forma semelhante a um esquema de pirâmide, afetando investidores e fundos públicos.
Durante depoimentos anteriores, Galípolo afirmou que não há indícios de irregularidades por parte do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e sustentou que a função da instituição não inclui a investigação criminal, mas sim a supervisão do sistema financeiro.
A audiência no Senado deve abordar também o momento em que os sinais de risco foram identificados, as decisões adotadas internamente e as razões para a continuidade das operações do banco até sua liquidação.
O caso se tornou um dos principais pontos de tensão entre o Congresso e o Banco Central, com impacto direto sobre a credibilidade da supervisão financeira no país.
Fonte: Diário do Poder

