Governo prepara retaliação contra MDB e PSD

Published On: 02/05/2026 03:06

Compartilhar

Dentro do Palácio do Planalto, que inclui Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria de Comunicação e o próprio Lula, existe a certeza de que o MDB e o PSD são os “traidores” que impuseram semana de humilhação e derrotas ao governo, com a rejeição de Jorge Messias (AGU) e a derrubada do veto ao projeto de redução de penas, o tal “PL da dosimetria”. Como a votação de indicados ao STF é secreta, o palácio só esperou um dia para puxar os votos do veto.

No MDB, o senador governista Eduardo Braga (AM), por exemplo, surpreendeu lulistas ao votar para derrubar o veto a dosimetria.

Braga, que precisa renovar o mandato, anda insatisfeito com o PT amazonense, que pretende lançar Marcelo Ramos ao Senado.

Ainda no Amazonas, mas no PSD, o lulista Omar Aziz também engrossou a derrota do governo e enterrou o veto a redução de penas.

A expectativa é que a as exonerações de indicados dos dois partidos no governo Lula tenham início já nos próximos dias.

Dono do jato no ‘voo da mala’ de Motta foi alvo de CPI

Apontado pela Polícia Federal como dono do avião em que estava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), Fernandin OIG teve o indiciamento pedido na CPI das Bets pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O relatório da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) foi rejeitado. O avião particular que transportou Motta pousou em São Roque (SP), em 20 de abril de 2025, e as bagagens driblaram a fiscalização e não passaram pelo raio-x.

Fernando chegou a comparecer à CPI, mas falou o que quis e quando quis. Estava protegido por habeas corpus concedido pelo STF.

Antes da CPI das Bets, o suposto dono do avião que levou Motta foi convidado em outra CPI, a que investigou Pirâmides Financeiras.

Na CPI da Câmara, em 2023, a vida foi bem mais fácil. Tido como “especialista” foi falar sobre “boas práticas” sobre criptoativos.

Poder sem Pudor

Saída pela direita

O deputado Paes de Andrade (CE) integrava uma missão parlamentar que visitava a então Tcheco-Eslováquia quando recebeu a notícia de que o regime militar cassara o mandato do valente deputado Chico Pinto (BA), seu colega de MDB. Mais tarde, na recepção oferecida pelos anfitriões, Paes de Andrade fez – em francês – um vigoroso discurso contra aquela violência da ditadura. Ao final, ele perguntou ao deputado Célio Borja (Arena), sentado ao lado, o que achou do discurso. O governista Borja saiu pela tangente: “Achei o seu francês péssimo…”.

A última vez que o Congresso havia derrubado um veto de Lula (PT) foi em dezembro de 2023, quando reestabeleceu trechos da lei do marco temporal das terras indígenas que o presidente havia barrado.

Na votação que derrubou os vetos de Lula ao projeto da dosimetria, só seis partidos votaram 100% conforme orientação do governo para manter o veto, PT e os puxadinhos de sempre: PCdoB, Psol, PDT, PV e Rede.

Para Rogério Marinho (PL-RN), a queda do veto de Lula ao PL da Dosimetria “é a derrota de um projeto de poder baseado no rancor”. O senador diz ainda que o Brasil quer virar a página e seguir em frente.

O ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Rep-RS) não estava presente na sessão que analisou o veto de Lula, alegou problemas técnicos e não votou. Mas fez questão de registrar em ata que foi a favor da derrubada.

Frase do dia

“Primeiro cabo eleitoral de Flávio é o descondenado”

Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da oposição na Câmara

Bateu os R$80,7 bilhões o déficit de março do setor público consolidado, que reúne União, Estados, municípios e estatais. É o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2002.

Ao publicar foto ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou: “O Brasil vai se reerguer, o sistema será desaparelhado e faremos valer a Constituição. Esses propósitos têm uma liderança”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros parlamentares de oposição foram alvos de ataques de assessores ligados ao governo Lula ao chegar na sessão da derrubada do veto à Dosimetria. Foi necessária até a intervenção da Polícia Legislativa, que removeu os agressores.

O burburinho na votação que derrubou o veto de Lula ao projeto da dosimetria era para identificar quem usou o microfone para acusar a deputada Talíria Petrone (Psol-SP) de “tomar o marido da colega”.

…no Congresso, resultado de votação vale mais que qualquer pesquisa.



Fonte: Diário do Poder

Faça um comentário