‘Química’ entre Lula e Trump é aposta de Alckmin para reunião nos EUA
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O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (4) que espera um ambiente positivo no encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para esta semana em Washington.
A reunião ocorre após meses de tensões e declarações públicas críticas entre os dois governos.
Durante conversa com jornalistas após agenda com empresários, Alckmin declarou que há expectativa de que o histórico de interlocução entre os líderes contribua para um diálogo produtivo.
Segundo ele, houve uma “boa química” em contatos anteriores, o que pode favorecer o avanço das tratativas entre os dois países.
A viagem de Lula aos Estados Unidos está programada para os próximos dias, com reunião bilateral prevista na Casa Branca.
O encontro foi articulado após conversas prévias entre os chefes de Estado e ocorre em meio à tentativa de reorganizar a relação diplomática e comercial entre as duas maiores economias do continente.
Alckmin também ressaltou o peso estratégico da aproximação com os Estados Unidos, destacando a relevância do país como parceiro econômico do Brasil.
Segundo ele, os norte-americanos figuram entre os principais investidores no mercado brasileiro, além de representarem um dos maiores destinos de exportações, especialmente de produtos industrializados.
O vice-presidente indicou ainda que a reunião pode abrir espaço para a redução de entraves comerciais, incluindo barreiras tarifárias e não tarifárias, tema que ganhou força após disputas recentes envolvendo sobretaxas aplicadas por Washington.
A expectativa é de que o encontro contribua para um ambiente mais previsível nas relações econômicas bilaterais.
Apesar do histórico recente de declarações críticas por parte do governo brasileiro em relação a Trump, integrantes do Executivo avaliam que o momento exige pragmatismo nas relações internacionais, sobretudo diante do peso econômico e geopolítico dos Estados Unidos.
Nesse contexto, a reunião é tratada como uma oportunidade para reaproximação e retomada de agendas de interesse comum.
Fonte: Diário do Poder

