Ministra Cármen Lúcia alertou que só um poder frágil não tolera crítica

Published On: 25/04/2026 00:36

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Em meio à perplexidade com a represália do ministro do STF Gilmar Mendes ao post do ex-governador mineiro Romeu Zema satirizando o envolvimento de ministros da Corte no escândalo do Banco Master, vale a pena lembrar a frase lapidar da ministra Cármen Lúcia, no contexto de ação da Abert, associação de emissoras, contra tentativas de censura a sátiras e críticas políticas na campanha eleitoral de 2018. “Poder que não tolera crítica humorística é um poder frágil”, sentenciou a magistrada.

Dois anos antes, em 2016, outra frase da ministra se tornara icônica: “O ‘cala a boca’ já morreu, quem manda na minha boca sou eu”.

O alerta da ministra se materializaria depois no poder supremo que, em sua vulnerabilidade, não suporta o contraditório, a crítica ou a sátira.

Contraste é inescapável

Mas Cármen Lúcia tem avalizado medidas que flertam ou apoiam restrições à liberdade dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais.

Liberdade de ideias faz mal?

Em 2025, ela ajudou a desfigurar o Marco Civil da Internet para “impedir que 213 milhões de pequenos tiranos sejam soberanos na internet”.

Prefeito João Vitor Xavier (Foto: Redes Sociais)

Sangue de policial morto por prefeito tinha cocaína

A coluna teve acesso ao laudo do exame toxicológico do policial militar morto a tiros pelo prefeito de Igarapé Grande (MA), a 300 km de São Luís, João Vitor Xavier (PDT), após discussão em uma vaquejada, em julho de 2025. O laudo, já no Tribunal de Justiça do Maranhão, é assinado pelo perito oficial José Ubirajara de Carvalho Sobrinho, e detectou álcool, morfina (potente analgésico opioide), cocaína e seus metabólitos Cocaetileno, Benzoilecgonina e Ecgonina Metil Ester.

A conclusão do documento só saiu este mês. A quantidade de álcool foi de 15,89dg/L, algo aproximadamente entre 10 e 12 latas de cerveja.

O prefeito chegou a ser preso após se entregar, se afastou do cargo após pedido de licença médica, mas reassumiu o posto em dezembro.

A confusão teria começado após o policial pedir para prefeito abaixar os faróis do carro. Xavier teria sacado uma arma e disparado contra o PM.

Poder sem Pudor

Imune a vigarices

A mais manhosa de todas as raposas políticas mineira, José Maria Alkmin (PSD) certa vez foi procurado por eleitor: “Sabe, deputado, minha mulher acaba de dar à luz e eu não tenho um tostão para pagar o médico nem para comprar umas roupinhas. Aí, eu pensei em procurar o senhor e…”. O político percebeu que estava prestes a ser vítima de um golpe e cortou: “Meu filho, se você teve nove meses para se preparar e agora está desprevenido, imagine eu, que fiquei sabendo agora”.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), deve se reunir com Lula antes de definir quem vai relatar a PEC da escala 6×1. A expectativa é que o encontro entre os dois seja na segunda-feira (27).

Boletim médico mais recente de Jair Bolsonaro registra melhora na crise de soluço do ex-presidente, com média de um episódio semanal. O problema agora é o ombro, que aguarda decisão do STF para cirurgia.

O ex-presidente José Sarney celebrou a chegada da nova idade, 96 anos, ao lado de familiares, nessa sexta-feira (24). Sarney agradeceu pelo carinho e diz que o “bolo do Flamengo” completou a alegria.

A resolução do Banco Central que proíbe sites de apostas em eventos políticos, sociais etc., derrubou no Brasil todos os sites de previsões como Polymarket e Kalshi, que previam corrida eleitoral apertada entre Lula (PT) e o principal concorrente de oposição Flávio Bolsonaro (PL).

Frase do dia

“É admitir o abuso como método”

Senador Rogério Marinho (PL-RN) após Gilmar Mendes defender inquérito das fake news

O advogado João Paulo Rocha lembrou o caso do ex-senador Éder Mauro, condenado por difamação contra o ex-deputado Jean Wyllys por publicar, em 2020, “vídeo descontextualizado” sobre o ex-BBB.

O sumiço e morte de onze cientistas americanos ligados a projetos de segurança nacional (até nucleares) nos últimos meses fez a Câmara de dos EUA criar comissão para investigar os casos. Ainda não há indícios.

Aparentemente sem assuntos atuais para atacar, a Procuradoria-Geral da República resolveu abrir investigações contra cinco grandes empresas por “colaboração com o regime militar” entre 1964 e 1985.

O pedido de vistas do ministro André Mendonça na ação contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por “difamação” contra Tabata do Amaral pode durar até 90 dias, segundo o regimento interno do STF.

…o governo tem problemas com relator e delator.



Fonte: Diário do Poder

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