Planalto tenta emplacar relator da PEC da escala 6×1

Published On: 27/04/2026 02:54

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O governo já entendeu que comeu mosca na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6 por 1 e, para mitigar o dano, tenta escolher o relator do texto na Câmara para tentar colar a imagem do governo na PEC e fazer Lula (PT) faturar algum dividendo eleitoral. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quem relatou o projeto foi o deputado Paulo Azi (União-BA), que para inquietação de Lula foi vice-líder de Jair Bolsonaro na Câmara.

Desde o fim da semana, o governo mina as chances de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) relatar a PEC na comissão especial.

Paulinho, que já foi aliado de Lula, agora descarta apoiar o petista este ano. De quebra, se queimou no governo ao relatar a “dosimetria”.

A PEC inicial é de 2019 e assinada por um petista, mas o governo nunca deu bola para o texto, que só saiu da gaveta em fevereiro deste ano.

Sem faturar com o imposto de renda, Lula quer se escorar na escala 6×1, que só andou após Erika Hilton puxar movimento na internet.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil).

Governo paga R$500 milhões em emendas em 14 dias

O governo Lula (PT) distribuiu mais de R$500 milhões em emendas parlamentares nas últimas duas semanas. No total, já são mais de R$2,5 bilhões em emendas pagas pela administração petista, este ano. Há 14 dias, o total era de pouco mais de R$2 bilhões. As emendas individuais dos parlamentares custaram R$1,35 bilhão aos pagadores de impostos, enquanto R$1,17 bilhão custearam as emendas de bancadas.

Os números estão na transparência do Tesouro Nacional. O Portal da Transparência do governo Lula contabiliza apenas R$269 milhões.

A previsão do governo é pagar R$13 bilhões (já empenhados), este ano, diz o Portal da Transparência. O Orçamento prevê de R$50 bilhões.

Em 2025, foram pagos R$28,9 bilhões em emendas parlamentares, segundo o Tesouro Nacional.

Poder sem Pudor

Aliança árabe-judaica

O então presidente nacional da OAB, Cezar Britto, e o ex-dirigente da OAB-RJ, Wadih Damous, deixavam o Supremo Tribunal Federal, onde se queixaram de “abusos” da Polícia Federal contra o direito de defesa de presos pela Operação Hurricane. À saída, aguardaram o secretário-geral adjunto da OAB, Alberto Toron, que ficara para trás. Wadih brincou com Toron: “Agradeça-me por não ficar a pé: eu pedi para esperar você”. “É a primeira vez que um árabe ajuda um judeu”, respondeu Toron, na bucha, “eu jamais esquecerei esse gesto…”

A semana deve fechar com apreciação do veto ao projeto da dosimetria, dia 30. O problema é que cai numa quinta-feira, dia que as excelências costumam estar longe de Brasília. Para piorar, é véspera de feriado.

Após admitir que ele e seu campo político se tornaram “o sistema”, Lula (PT) “sairá para os livros de História como uma caricatura indigesta dele mesmo”, prevê o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Em entrevista ao programa Pânico, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, elogiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), mas disse que “na parte política, ele falha”. Costa Neto diz que é porque “[Tarcísio] não é do ramo. Ele trabalha, não tem tempo para fazer nada”.

A comissão da União Europeia responsável por impor as regras de conteúdo na internet/redes sociais lançou seu primeiro relatório alertando para “riscos sistêmicos” do “conteúdo ilegal”. Se concentrou em… emojis.

Frase do dia

“É abuso de poder com verniz institucional”

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) sobre o infindável inquérito das fake news

A imprensa no Reino Unido já noticia que ministros do governo trabalhista de Keir Starmer avaliam voto de não-confiança contra o primeiro-ministro britânico, cargo que ocupa apenas desde julho de 2024.

A ex-ministra Marina Silva, pré-candidata ao Senado em São Paulo, reativou seu perfil no ‘X’, na sexta (24). A última vez que havia usado a conta foi em agosto de 2024, na campanha eleitoral daquele ano.

O alerta é do CEO do grupo Sort, Renato Monteiro: imóveis devem ficar até 20% mais caros. Monteiro explica a origem da carestia: reforma tributária e a nova taxação sobre dividendos.

Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o candidato do partido ao Senado em São Paulo depende do aval do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que seria o candidato, se não estivesse nos EUA.

…esta semana deve ser a última vez que Jorge Messias passa por votação no Senado.



Fonte: Diário do Poder

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