Morre Raimundo Rodrigues Pereira, referência do jornalismo independente
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O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira morreu na manhã deste sábado (2), no Rio de Janeiro, aos 85 anos.
Natural de Exu (PE), Raimundo construiu uma trajetória marcada pela defesa de um jornalismo crítico, independente e comprometido com a transformação social. Definia sua missão como voltada à “elevação do padrão material e cultural do povo”, princípio que guiou sua atuação ao longo de décadas.
À frente dos jornais Opinião e Movimento, ajudou a recolocar no centro do debate público temas como a soberania nacional e a redemocratização.
Considerado um dos nomes mais importantes da história da imprensa brasileira, ele teve atuação decisiva na resistência democrática durante o período de intervenção militar no país. Defendeu pautas como o fim das leis de exceção, a anistia ampla, geral e irrestrita e a convocação de uma Constituinte livre e soberana.
Descrito como um dos “lutadores imprescindíveis”, em referência ao dramaturgo Bertolt Brecht, Raimundo manteve atuação firme em favor da democracia e da melhoria das condições de vida da população brasileira.
Também se destacou pelo interesse na divulgação científica, área que considerava essencial para o desenvolvimento do país.
Para ele, o papel do jornalista ia além da cobertura factual. Defendia que o profissional deveria acompanhar desde os acontecimentos locais até os grandes temas globais e universais.
“O mundo pode ser conhecido, e o conhecimento é o caminho inevitável para que possamos mudá-lo”, afirmava uma síntese de seu pensamento e legado para o jornalismo brasileiro.
Fonte: Diário do Poder

