Alvo da PF, Choquei se uniu a Janja em defesa da ‘taxação das blusinhas’

Published On: 16/04/2026 03:24

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Preso nesta quarta-feira (15) na batida da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro que movimentou R$1,63 bilhão, Raphael Sousa Oliveira é dono do perfil de fofocas “Choquei”, que coleciona nas redes bajulação ao PT e acusações de diálogos ensaiados para promover o governo e emplacar “versões oficiais”. Foi o caso quando anunciou que a “taxa das blusinhas” não pegava o consumidor e ainda deu espaço para a primeira-dama Janja insistir na lorota que a taxa seria só “para empresas”.

Não demorou e o diálogo entre Janja e Choquei logo ganhou o selo “Isto é falso!”, no X. A cobrança caiu mesmo na conta do consumidor final.

Um dos quadros da “Choquei”, Edson Jr, já recebeu homenagem de vereador petista e foi chamado para encontro com a primeira-dama.

O perfil de fofoca não perdeu tempo ao engajar no perfil de Flávio Dino, quando aprovado ao STF, com comentários tipo “merecimento” e etc.

O Ministério da Saúde também bateu ponto com a Choquei, foram 17 interações, mas a pasta negou ter contratos com o perfil fuxiqueiro.

Governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB). (Foto: Thiago Sampaio/Agência Alagoas).

TRE manda governador remover falsa ‘pesquisa’

O juiz auxiliar da Propaganda do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) determinou que o governador de Alagoas, Paulo Dantas, remova de suas redes sociais uma pesquisa apócrifa e sem o registro exigido por lei, com números fantasiosos sobre intenção de votos para governo e Senado, em Alagoas. Além de remover, o governador foi notificado a não divulgar a papagaiada. O desembargador Antônio José de Carvalho Araújo, do TRE, ainda fixou multa diária de R$10 mil em caso de descumprimento.

Paulo Dantas divulgou a lorota em seu perfil oficial no Instagram no dia 12 deste mês, provocando a ação movida pelo PSDB junto ao TRE.

A “pesquisa” divulgada pelo governador trazia uma tarja que fazia parecer uma confissão de culpa: “não registrada”.

Além de remover a “pesquisa”, Dantas foi notificado a não promover sua divulgação, republicação, compartilhamento ou impulsionamento.

Poder sem Pudor

Perguntas convenientes

Na campanha para governador, em 1990, Roberto Requião concedia entrevista na TV Cidade, em Londrina (PR), quando seu assessor Waurides Brevilheri Jr entregou ao apresentador do programa, Próspero Neto, cinco perguntas a serem distribuídas aos jornalistas participantes. Perguntas que Requião queria que fossem feitas. Os jornalistas, é claro, recusaram a manipulação. Desde então, o ex-governador paranaense mantém o hábito de atacar a imprensa que não controla.

Dias Toffoli e Gilmar Mendes partiram para “briga de rua”, ameaçando e julgando conduta de políticos, o que parece impróprio, e não processos, como deve ser. Exasperação não fica bem para ministros do Supremo.

Em 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. No ano que vem, a previsão é que a situação não vai melhorar muito: 2%.

Para Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, PT e STF manobraram juntos para enterrar a CPI que pediria indiciamento de ministros da Corte. “Agora [ministros] articulam publicamente retaliação contra o relator”, diz ele, “mas ainda bem que salvamos a nossa democracia”, ironizou.

Após o fim da CPI do Crime Organizado, o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), disse que colegiado foi impedido de avançar porque “a presidência desta Casa não prorrogou a comissão. É um fato”.

Frase do dia

“Um novo Brasil é possível”

Flávio Bolsonaro (PL), após mais uma pesquisa indicar liderança na disputa presidencial

Segundo Osmar Terra (PL-RS), quem precisar de consulta no Sistema Único de Saúde corre o risco de esperar até 800 dias para ser atendido, como num caso que conhece. “O SUS está doente”, conclui o deputado.

Parlamentares que tinham audiência com ministro no Supremo Tribunal Federal foram barrados pela segurança logo na entrada. A turma, da oposição, tomou chá de cadeira esperando autorização para entrar.

O Senado prevê instalar a Comissão de Orçamento até o fim de abril, já com um mês de atraso. A lei manda o governo enviar o projeto do orçamento ao Congresso até 15 de abril, que deve ser analisado até 17 de julho. Mas eleição e até Copa vão empurrar tudo para o fim do ano.

Foram mais de três meses de espera até a leitura do relatório da indicação de Jorge Messias ao STF, mas foi um feriado, dia 1 de maio, que fez senadores anteciparem a sabatina e não comprometer a folga.

…meses de investigações de duas CPIs e uma conclusão: zero.



Fonte: Diário do Poder

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