Cultura pra Quê? reúne 700 pessoas e conecta 4 continentes
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O Seminário Internacional “Cultura pra Quê? — Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, realizado pelo Sesc-DF, marcou a cena cultural do Distrito Federal ao abrir espaço para múltiplos olhares que reivindicam a cultura como prática de transformação social e caminho para um mundo mais democrático, plural e diverso.
“Foram quatro dias de intensa troca de conhecimento, reunindo importantes nomes do Brasil, do mundo e do Distrito Federal. É o Sesc reafirmando seu papel de democratizar o acesso ao saber e promover o compartilhamento de ideias como base para uma sociedade mais justa e igualitária. Esse é, fundamentalmente, o papel da cultura, e o Sesc é parceiro constante nessa caminhada”, afirma o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo.
De 22 a 25 de abril, cerca de 700 pessoas participaram de debates, mostras audiovisuais, intervenções artísticas e exposições. Realizado no prédio onde funcionará o Sesc Cultural, na 511 Norte do Plano Piloto, o evento recebeu também mais de 160 estudantes de escolas públicas do DF e da Universidade de Brasília (UnB).
Foram 26 palestrantes da América Latina, África, Oriente Médio e Europa. Estiveram presentes nomes de referência do pensamento contemporâneo, como Ailton Krenak, Suely Rolnik, Rosane Borges, Leda Maria Martins, Verónica Gago, Olivier Marboeuf, Fatima El-Tayeb, Marco Baravalle, Ana Longoni entre outros. A curadoria foi assinada por Manuel Borja-Ville, o Manolo, ex-diretor do Museu Reina Sofia – o museu nacional de arte moderna e contemporânea da Espanha, em Madrid (2008-2023), e também do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) (1998-2007).
Os debates atravessaram temas como transformações sociais, políticas e subjetivas do capitalismo e resistências; corpo, território e memória; saberes e memórias vivas de povos diaspóricos e originários; decolonialidade e outros debates que contribuíram para refletir sobre como museus e centros culturais, historicamente atrelados a estruturas coloniais, podem se reinventar.
“Não podemos pensar a cultura para dividir a sociedade. A sociedade merece cultura e lazer, que são ferramentas de transformação social, caminho para um futuro mais justo e plural”, avalia o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Todos os debates realizados no seminário “Cultura pra Quê?” serão convertidos em artigos que darão origem à edição zero da revista do Sesc Cultural. Além disso, os debates e reflexões darão eixo à própria forma de gestão do espaço. A ideia é, a partir disso, fortalecer a democratização do acesso à arte e à cultura para todas as pessoas do DF, consolidando esse direito como instrumento de transformação social.
Fonte: SescDF
Fonte: Tudo Ok Notícias

