Estreito de Ormuz registra fluxo de navios apesar de bloqueio dos Estados Unidos
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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) declarou que o bloqueio naval direcionado aos portos do Irã foi integralmente mantido em seu primeiro dia de execução, sem que qualquer embarcação rompesse o cerco. Entretanto, estatísticas de mercado obtidas por monitoramento via satélite apontam que o fluxo no Estreito de Ormuz persistiu, indicando uma discrepância entre o discurso oficial e a realidade do tráfego marítimo na zona de conflito.
Por meio de um comunicado na rede social X, o Centcom detalhou que a ofensiva mobiliza um contingente superior a 10 mil soldados, contando com o suporte de mais de doze navios de combate e uma frota de dezenas de aviões. De acordo com a autoridade militar, no balanço inicial da missão, “nenhum navio passou pelo bloqueio” e seis barcos cargueiros teriam sido forçados a regressar para terminais portuários iranianos localizados no Golfo de Omã.
Washington sustenta que a interrupção das atividades atinge de maneira igualitária navios de qualquer bandeira que tentem comercializar com portos do regime iraniano. A Casa Branca reforça que a medida visa isolar o país sem comprometer a “liberdade de navegação” para o comércio internacional que utiliza o Estreito de Ormuz para destinos que não envolvem o território iraniano.
Contudo, informações da plataforma analítica Kpler revelam que no mínimo nove navios de carga realizaram a travessia desde segunda-feira (13). Na lista de embarcações que ignoraram as restrições aparecem os petroleiros Elpis e Rich Starry, ambos listados em regimes de sanções anteriores por vínculos diretos com o governo de Teerã.
Essa incoerência pode ser explicada por uma interpretação técnica distinta entre o que se considera o bloqueio portuário específico e o trânsito geral na região, mas coloca sob suspeita a capacidade real de contenção da frota americana neste começo de operação.
Fonte: Diário do Poder

