Lula leva rasteira no Senado e vê STF virar pesadelo
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A rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal, nesta quarta-feira (29), representa um revés político significativo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Messias não conseguiu reunir apoio suficiente no plenário, onde 42 senadores votaram contra sua nomeação, enquanto 34 foram favoráveis.
O resultado chama atenção especialmente porque, horas antes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado a indicação por 16 votos a 11, sinalizando um cenário inicialmente mais favorável ao governo. A derrota no plenário, porém, evidencia dificuldades de articulação política do Palácio do Planalto junto ao Congresso, inclusive em pautas consideradas estratégicas.
Durante sua sabatina, Messias buscou dialogar com diferentes espectros políticos, adotando um discurso moderado. Defendeu equilíbrio na atuação do STF, criticou o chamado “ativismo judicial” e afirmou que a Corte não deve atuar como “Procon da política”. Apesar disso, suas falas não foram suficientes para consolidar apoio entre senadores, especialmente da oposição, que já havia se posicionado contrariamente à indicação.
A resistência ao nome também reflete um ambiente político mais fragmentado no Senado, onde o governo enfrenta desafios para construir maiorias estáveis. Partidos como PL e Novo já indicavam rejeição antes mesmo da sabatina, contribuindo para o desfecho negativo.
A escolha de Messias, oficializada após publicação no Diário Oficial e formalização pelo Planalto, passa agora a ser vista como um movimento político que não alcançou o respaldo necessário. Para analistas, o episódio pode sinalizar a necessidade de recalibragem na estratégia do governo federal na relação com o Legislativo, especialmente em indicações de alto impacto institucional.
Além do impacto imediato, a rejeição também reacende debates sobre critérios para nomeações ao STF e o papel do Senado como instância de controle dessas escolhas. O episódio reforça que, mesmo com prerrogativa presidencial, a aprovação depende diretamente da capacidade de diálogo e construção de consensos no Congresso Nacional.
Fonte: Tudo Ok Notícias

