União Europeia libera €90 bilhões e fortalece Ucrânia contra a Rússia

Published On: 24/04/2026 03:11

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A decisão foi formalizada após meses de impasse interno no bloco europeu, especialmente por conta do veto da Hungria, que acabou sendo retirado e permitiu a aprovação definitiva do pacote financeiro. 

O empréstimo faz parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para sustentar a economia ucraniana e garantir a continuidade da sua capacidade de defesa. 

Segundo autoridades europeias, a iniciativa combina dois objetivos centrais: fortalecer Kiev no conflito e intensificar a pressão econômica e política sobre Moscou. 

O montante aprovado será destinado tanto ao funcionamento do Estado ucraniano quanto ao setor militar. 

A divisão prevê cerca de 30 bilhões de euros para apoio orçamentário e outros 60 bilhões voltados à área de defesa, incluindo aquisição de equipamentos e manutenção das forças armadas. 

O pacote havia sido acordado ainda em 2025, mas enfrentava obstáculos políticos dentro do bloco europeu. 

A resistência húngara estava ligada a disputas energéticas e ao fluxo de petróleo via o oleoduto Druzhba, questão que foi parcialmente resolvida, abrindo caminho para o consenso. 

Além do empréstimo, os países europeus também avançaram simultaneamente em um novo conjunto de sanções contra a Rússia, ampliando o cerco econômico ao governo de Moscou. 

As medidas atingem setores estratégicos, como o financeiro e o energético, reforçando a linha dura adotada pelo bloco. 

O financiamento será obtido pela própria União Europeia no mercado de capitais, com garantia do orçamento do bloco. 

O modelo evita o uso direto de ativos russos congelados, alternativa que enfrentou resistência jurídica entre os países-membros. 

Outro ponto relevante do acordo é a forma de reembolso: a expectativa é que o pagamento do empréstimo esteja vinculado a futuras compensações da Rússia pelos danos causados pela guerra, o que reduz a pressão imediata sobre a economia ucraniana. 

Com a aprovação, o bloco europeu reforça sua posição como principal sustentador financeiro de Kiev, em um movimento que sinaliza continuidade no apoio político, econômico e militar à Ucrânia em meio ao conflito prolongado no leste europeu.



Fonte: Diário do Poder

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